ESPORTE
XV empata, mas continua na liderança do Grupo 2
Alvinegro só consegue se encontrar em campo no segundo tempo
O alvinegro piracicabano apenas empatou por 1 a 1 com o Mogi Mirim quarta-feira à noite pela terceira rodada da Copa da Federação Paulista (CPF). A partida realizada no estádio Antônio Ribeiro em Santa Bárbara d’Oeste (casa provisória do XV devida à reforma que está ocorrendo no Barão de Serra Negra) começou com o Sapão, como é conhecido o time do Mogi, tomando conta do jogo sem dar muitas chances ao XV. De tanto tentar, o gol do Mogi saiu aos 36min do primeiro tempo, com uma confusão na grande área: Robinho chutou de fora. Luciano defendeu. No rebote Robert chutou na trave e em novo rebote o mesmo Robert cruzou para Gil, livre, balançar as redes.
Na segunda etapa o XV voltou outro em campo e tomou conta do jogo. Mas o que não ajudava agora era a pontaria dos jogadores, três chutes na trave. Até que no finzinho do jogo, aos 40 min, Henrique recebeu de Rogerinho, se livrou da marcação e tocou no canto esquerdo, na saída do goleiro Fernando, para deixar tudo igual no placar. Com o empate o XV continua na liderança do Grupo 2 com sete pontos e o Mogi ocupa a terceira colocação com cinco pontos.
O próximo compromisso do XV é domingo contra o União São João em Araras ás 11h. Já o Mogi enfrenta o Sertãozinho em casa, no Estádio Papa João Paulo II, também no dominho, às 11h.
Estréia com lesão
O atacante Lila, que veio do México, entrou em campo pela primeira vez com a camisa do alvinegro no segundo tempo. Em apenas 4 minutos mostrou bom futebol, porem sentiu um estalo no joelho. O atleta até tentou voltar, mas não agüentou a dor e saiu de campo chorando. Segundo a assessoria do XV, Lila fará uma ressonância magnética ainda esta semana para ver qual é a gravidade da lesão.
Escrito por Vanessa Gobbo às 21h05
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VARIEDADES
Tragédia aérea e a opacidade do caos urbano
Não que não causem pavor. Não que não mereçam destaque. Mas casos como o da “maior tragédia da aviação brasileira” definitivamente, não figuram entre os principais genocídios do planeta.
Nos esquecemos que diariamente morrem centenas, milhares de crianças por todo o mundo – os números pouco específicos reafirmam a opacidade da questão e o considerável desinteresse em se apropriar do fato inteiramente.
Vemos muitas manchetes e muitas aberturas nos cadernos de notícias de quaisquer jornais, revistas, sites quando o assunto é uma tragédia localizada e que pode ter um – suposto – culpado identificado. Ou, ainda, para discutir sobre quem deve ser responsabilizado pelo ocorrido. Contudo, quantas destas trazem dados sobre as mortes nos quatro cantos do mundo, causadas pelas mais variadas doenças, que difundem-se sem precedentes na história, ou então, pela ausência das condições fisiológicas básicas para a sobrevivência humana?
E como fica a atuação de organismos como a ONU, responsável direto pela estabilização social e financeira, internacionalmente? Pouco se sabe, senão sobre as freqüentes reuniões entre parlamentares dos países membros, que trazem resultados tão concretos quanto o número de mortos pela fome.
Gilberto Dimenstein, na coluna Pensata do último dia 18, também retratou a questão. “Somos vítimas diárias dos mais diferentes tipos de descuidos e de irresponsabilidades que conduzem a pequenas, grandes e médias tragédias, devido basicamente à nossa baixa de cidadania --o que se traduz em irresponsabilidade”, apontou o jornalista.
Não vale a pena generalizar, mas vale pensar pra além do espetáculo, do sensacional. Vale analisar o cotidiano, este que tanta influência nos causa. Clichê ou não, “nem tudo que parece, é”.
Escrito por Paula Eliza Martin às 22h56
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